X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!

A Adutora da Caixa do Cayuguava - Velha

['A Adutora da Caixa do Cayuguava - Velha]

Após a descoberta da represa ou Caixa do Cayuguava Velha em Agosto de 2012 e a descobrimento final em Setembro de 2013 (estória contada neste site como A Caixa do Cayuguava – Velha), faltava encontrar por onde a linha adutora desta caixa estava assentada.

 

Devido às idas aos mananciais para fotografar ou procurar outras estruturas relacionadas ao sistema de captação de água, essa descoberta foi feita por acaso.

 

Em Outubro de 2013 em uma das incursões a montante das caixas dos Lacrimais, quando estava tentando seguir a linha da Adutora de Pedra ou Granito, a partir do Ventilador do Lintio no sentido para as caixas dos Lacrimais, acabei encontrando uma galeria construída em tijolos.

 

Como a seção de tijolos estava cheia de água, a princípio imaginei ser uma construção destinada a dar vazão às águas das sangas dos Lacrimais (I e II), ou para escoamento das águas da chuva, pois estava abaixo da estrada do Ipiranga.

 

Então só fotografei essa descoberta não fazendo outras tentativas de descobrir sua real origem, apesar de que no sentido para a Caixa do Uru, houvesse indícios de uma valeta escavada na mata.

 

No ano de 2015 consegui uma cópia do livro Saneamento de Curitiba, de Francisco Saturnino Rodrigues de Brito editado em 1920. Encontrei na página 46 o seguinte relato: ...”Com efeito, na extensão de 2.833 metros encontram-se: tubos de ferro fundido, pequenas calhas de ferro galvanizado (que trabalham cheias até os bondos) para a travessia de algumas grotas, aqueduto de alvenaria de tijolos e conduto de manilhas com as juntas tomadas a cimento....”

 

Com base nessa informação em Agosto de 2015 retornei para o local da descoberta da vala de tijolo de 2013. Seguindo pela estrada do Ipiranga após as sangas dos Lacrimais, no sentido para a Caixa do Uru, adentrei a mata no lado esquerdo da estrada, encontrando mais uma seção da adutora de tijolos.

 

Com mais essa descoberta acabei deduzindo que esse “canal” de tijolos era na verdade a linha de captação que se iniciava na Caixa do Cayuguava – Velha.

 

Voltando a primeira descoberta da vala de tijolo a jusante das caixas dos Lacrimais, ainda permanece um mistério a ser desvendado: A Caixa do Tangará. Em vários relatórios do início das construções das caixas de captação e do Reservatório do Carvalho em 1906, essa represa é mencionada, não constando dos relatos de 1920 em diante, nem mesmo no mapa histórico de 1929.

 

Minha “aposta” é que a Caixa do Tangará era acima da galeria de tijolos, a jusante de onde hoje está a Caixa do Lacrima I. Mas isto ainda terá de ser comprovado.