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Detalhe do Acervo: A Linha de Reforço da Casa da Bomba

['A Linha de Reforço da Casa da Bomba]
Autor: José Carraro
Titulo: A Linha de Reforço da Casa da Bomba
Data da foto: 01/01/1929
Categoria: Casa da Bomba
Sub-Categoria: N/A

Projetada pelo sanitarista Francisco Saturnino de Brito em 1920, fazia parte de um projeto para aumentar o volume de água captada nos Mananciais da Serra.

A implantação desse projeto ocorreu em 1925, com a construção da “Casa da Bomba” - uma edificação junto a foz do Rio do Carvalho, no Rio Cayguava, onde foram instaladas uma máquina a vapor (locomóvel) de 20HP e uma bomba centrífuga Sulzer com capacidade de elevar a água num volume de 50 litros por segundo, até um ponto a 90 metros de altura, situado a 2.503 metros de distância na Adutora de Curitiba, atualmente denominado como “Chaminé de Equilíbrio”. Essas informações constam de mensagem do Governo do Estado ao Congresso Legislativo, do ano de 1925.

Esse sistema funcionou de 1925 a 1945, tendo sido reformado em 1935, com a construção de nova chaminé (de tijolos) na Casa da Bomba e a troca do locomóvel Henschel de 110-140 HP. Em 1945 a água começou a ser captada no rio Piraquara, nas proximidades de onde hoje é a divisa entre os municípios de Piraquara e Pinhais (S 25°27'06'' W 49°07'19''), o que tornou obsoleto o sistema da Casa da Bomba.

Entre a Casa da Bomba e ponto de junção na Adutora de Curitiba, algumas construções foram edificadas para servir de base para a instalação da adutora em ferro fundido, elevando-a do solo, talvez em razão das características do terreno argiloso, ou mesmo pela inundação do Rio do Carvalho nos períodos de chuva, visto que a adutora estava assentada nas proximidades da margem do rio.  São as bases de granito ou de tijolos que descobri entre os anos de 2011 e 2015.

 Andando pelo trajeto de 2,5 quilômetros pode onde passava a adutora, impressiona o trabalho braçal realizado há 100 anos, lembrando que os serviços foram executados apenas com ferramentas manuais – pás, picaretas e enxadas: nesse percurso passei por várias valas com profundidade variando de 80 centímetros a 1,70 metros, subindo ou descendo pequenas elevações do terreno.

No caminho da adutora, achei apenas uma pequena seção da adutora original, com 1,70 metros de comprimento. Os canos devem ter sido retirados após a desativação da Casa da Bomba em 1945, para utilização em outras obras de canalização da água no Estado.

Na foto principal, mapa de 1929 com a projeção da linha de reforço da Casa da Bomba (em azul) até a intersecção com a adutora de Curitiba (linha verde). As fotos adicionais estão organizadas do início na Casa da Bomba, até seu final na junção com a Adutora de Curitiba. As localizações de georreferenciamento estão informadas nas fotos. No mapa de 1929, a informação de onde a Linha de Reforço da Casa da Bomba estava instalada.

O vídeo postado refere-se apenas ao trecho da adutora, situado entre a “roça do Seu Zé” e a passagem da mesma sobre o leito do Ribeirão do Salto.

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