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Detalhe do Acervo: Os caminhos da Linha da Casa da Bomba.

['Os caminhos da Linha da Casa da Bomba.]
Autor: José Carraro
Titulo: Os caminhos da Linha da Casa da Bomba.
Data da foto: 11/04/2026
Categoria: Casa da Bomba
Sub-Categoria: N/A

Em 1925, para o assentamento dos canos da linha de reforço que partia da Casa da Bomba até a Adutora de Curitiba, alguns caminhos foram abertos nos mananciais, os quais possibilitaram que os encanamentos fossem levados a pontos estratégicos para o assentamento final, nas valas abertas para esse fim.

Desde que comecei a realizar as caminhadas nos mananciais, em alguns locais a existência de caminho ou estrada antiga era visível, pois cortes em barrancos denunciavam que no passado uma estrada fora aberta na mata.

Para melhor exemplificar a afirmação anterior, cito a estrada que o Sr. José Rocha de Barros (Seu Zezinho – já falecido), afirmava existir para dar acesso a uma roça de milho e feijão, plantados pela sua família, nas margens do rio do Carvalho. Refiz esse caminho em 2012, abrindo uma trilha por onde era a estrada original, pois a mata já havia fechado o caminho. Denominei esse caminho como a “trilha da Roça do Seu Zé”. Nas proximidades do rio do Carvalho, a estrada cruzava a Linha da Casa da Bomba. Distancia aproximada entre a estrada do manancial e a adutora: 455 metros.

Localização do ponto da estrada com a adutora: S 25°29'21'' W 48°59'32'' - Altitude: 931 metros. Foto 1.

 

Outro caminho antigo começava nas proximidades da Escola Rural Carlos Gomes. Atualmente o início desse caminho fica próximo do começo da “trilha da Chaminé”. Essa ”estrada” antiga de acesso a linha da Casa da Bomba, hoje é conhecida como “trilha da Pauada” denominação cunhada por pescadores para acessar uma das margens da represa Piraquara I, após 1978. Fiz essa trilha pela primeira vez em 2011, encontrando a vala por onde passava a adutora e era o final da antiga estrada para levar os materiais para construção da adutora.

Em conversa com o Sr. Dirso Pinto de Barros – filho de Seu Zézinho – que também trabalhou e morou nos mananciais, ele me confirmou que na sua infância o que hoje conhecemos como “trilha da Pauada”, era uma estrada um pouco mais larga que uma carroça. Ainda hoje é possível verificar cortes de barranco, o que confirma essa estória. A distância entre o inicio da trilha e o ponto da passagem da adutora é de aproximadamente 550 metros.

Localização do ponto da estrada com a adutora: S 25°29'15'' W 48°59'37'' - Altitude: 942 metros. Foto 2

 

A estrada antiga hoje conhecida como “trilha da Pauada” possui uma variante que vai até outro ponto onde estão as bases de granito, que elevava a adutora do solo, pois originalmente o leito rio do Carvalho passava nas proximidades da adutora. Descobri esse caminho em 2011 e tem aproximadamente 430 metros entre a bifurcação e o final nas bases de granito.

Localização: S 25°29'06'' W 48°59'44'' - Altitude: 930 metros. Foto 3.

 

O último “caminho” utilizado no passado para transporte dos canos, está localizado também numa variante da trilha da Chaminé. No passado (mapa de 1929), o caminho está descrito como “estrada do Lisboa”, que conduzia ao terreno de Antônio Lisboa do Nascimento (adquirido em 1916). Denominei esse “caminho” como “trilha do gramado”, pois ela acaba em uma área gramada, nas margens da Barragem Piraquara I. Descobri essa variante da estrada/trilha em 2013 e a distância entre a trilha da Chaminé e o ponto da adutora é de aproximadamente 155 metros.

Localização do ponto onde a Linha da Casa da Bomba cruza a “trilha do gramado”: S 25°28'58'' W 48°59'53'' - Altitude: 930 metros. Foto 4.

 

Com o alagamento da barragem Piraquara I em 1978, possivelmente outras estradas de acesso aos locais da Linha da Casa da Bomba foram inundadas, não sendo mais possível acessá-las ou confirmar sua existência.

Nas fotos adicionais, imagens do Google Earth, com os caminhos que percorri e que levavam a adutora. A indicação “LCB” se refere a “linha da casa da bomba”.

Veja mais imagens.