Artefato encontrado ao lado da adutora de captação da Caixa do Urú, a jusante dessa represa, no mês de setembro de 2026. A descoberta foi realizada com a utilização de detector de metais. A peça estava enterrada a 20 centímetros de profundidade.
Trata-se de cabeça de marreta de mão (duas faces quadradas) com comprimento total de 10,5 cm e largura de 4,0 cm. Suas extremidades opostas (faces de impacto) possuem seção transversal quadrada medindo 4,0 x 4,0 cm. No centro geométrico do bloco, existe um olhal vazado e ovalado, destinado a fixação e cunhagem do cabo.
O artefato apresenta estado de conservação alterado pelo sepultamento secular, caracterizado por severa oxidação crônica – pátina de ferrugem em tons terrosos e alaranjados e perda difusa de massa superficial.
Sua massa física atual é de 1.239 gramas, correlacionando-a com a peça padrão de ferramentas industriais de 3 libras – 1360g do início do século XX, sendo que a perda de peso foi ocasionada pelo desgaste histórico de uso e posterior degradação corrosiva no solo.
Considerando os fatos históricos da construção da nova caixa do Urú e sua linha de captação no ano de 1920, é de se supor que a ferramenta tenha sido perdida durante os trabalhos de assentamento da linha de captação.
A peça será posteriormente recolhida a Casa da Memória dos Mananciais da Serra, para ser exposta ao público visitante.
Nas fotos adicionais, imagem do Google Earth com a indicação do local em relação ao Reservatório do Carvalho.
Onde foi localizada a descoberta: S 25”29’04 W 48”58’22 – Altitude: 1.051 metros.