Em abril de 2026, numa busca aleatória realizei a descoberta de duas peças de chumbo com o auxílio de detector de metais, enterradas na trilha que dá acesso a Adutora de Curitiba, nas proximidades da Vila Operária.
Como a descoberta foi realizada em local bem próximo de um trecho da adutora, e que nesse ponto no passado foi realizado um conserto na tubulação, é possível que as peças de chumbo foram esquecidas ou perdidas, no processo de escavação para reparo dos canos. Pesadas, as duas peças de chumbo totalizam 1.945kg.
Em uma foto que tirei da adutora em 2011, na peça utilizada para a emenda da adutora tem o ano da fundição: 2002. Então o conserto foi realizado em data próxima deste ano.
As peças de chumbo foram retiradas do local e posteriormente serão expostas na Casa da Memória, nos mananciais da serra.
Algumas informações sobre a utilização do chumbo nas adutoras (IA): O uso de chumbo para calafetar canos de adutoras era um método padrão de engenharia hidráulica até meados do século XX, incluindo a década de 1960. Essa técnica envolvia a união de tubos de ferro fundido utilizando chumbo derretido, que era vazado nas juntas e posteriormente calafetado para garantir a vedação.
Método de Vedação: Chumbo fundido era derramado nas juntas entre tubos, seguido de calafetagem para vedar vazamentos em adutoras de ferro fundido.
Materiais Comuns: Frequentemente associado a tubulações de ferro fundido, sendo comum o uso de estopa ou cordão alcatroado antes da aplicação do chumbo para evitar que este entrasse no tubo.
Riscos de Saúde: Embora os perigos do chumbo já fossem conhecidos, ele continuou sendo o material preferido por muitos encanadores e engenheiros até o final do século XX, devido à sua durabilidade e facilidade de moldagem.
Durabilidade: O material é extremamente durável, durando séculos, o que significa que muitos desses sistemas ainda podem estar em operação hoje.